[Texto] Ontem, Hoje, Amanhã

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greenwash

Ontem, Hoje, Amanhã

Não há mais saída nem recuo, já é o fim consumado
As guerras são dialetos, conflitos por todos os lados
Cataclismas previstos estão a arrasar povoados
Nem o sertão não virará mar, nem o mar virará sertão
Estrelas escurecerão, biomas morrerão
Se tu quiseste aí está o custo da tua omissão
Ergueste a Babilônia do derradeiro milênio,
Onde se arrastam por gotas d’água e se matam por oxigênio
Tu permitiste a causa e este é o efeito bumerangue
H2o esgotado, organismos bebendo sangue
Onde as abelhas fabricam fel, catarse da Natureza, o amargo desce ao céu
As cinzas engolem a vida, chuva ácida rega transgênico
Que alimenta a sexta extinção, radiação
Humanos contra humanos, os mortos prevalecerão
Hecatombes o saldo de cada dia, sem mais forças para uma lágrima
E o desespero pulsando agonia pela hipocrisia de cada Estado
Porque se a natureza fosse um banco já teriam a salvado
Bomba de metano, novo Permiano-Triássico,
Civilização organização drástica, lobbying
Extrema no esquema desta tua prática, onde tudo é capital
Pessoas, animais ou um pedaço do natural
E o colapso pela escassez…
Terra, ar, água, no fim já chegaste a tua vez
Chamas ou motosserras dizimam todas as florestas
Consomem a natureza para gerarem o que não nos presta
Nesse antropocentrismo tal qual terrorismo
Onde o humano é o centro de tudo, egoísmo contra outros organismos
Na Era Industrial do tecnológico todo o mal,
Não usamos, somos usados, me diz quem é o racional
Da sociedade totalitarista tecno-industrial
Na taxonomia de teu processo cada ação é fatal
Onde o cancro civilizatório infecta o ar mundano
Necrosa as veias da Terra pelas ações dos tiranos
Que instalam em cada canto ditaduras mercantis
Privatizam a riqueza, socializam a pobreza
Sim, são ações hostis.
Independente de gestões teu sistema consome o natural
Mata solos igual humanos, gera patrimônios para a realeza
E onde fica a natureza?
Mero produto mistificado
Operada pelas máquinas e morta pelas leis do mercado.
Cova aberta e sepultada pelos etiquetados civilizados
Indiferentes, medíocres que não movem um dedo em seu cuidado.
Não se informam, não se importam e consomem demasiado
Operam a engrenagem destrutiva para comprarem produtos não necessários
Consumismo é o ideário, seres escravos de seu próprio salário
Endeusam corporações, indústrias e empresas passam a ser santuários
Onde lhes servem com a fé monetária
Mas guiados pelo racionalismo de que a avareza é diária
Tu estás condenado por não se opor à Grande Máquina
Leviatã mercadológico que transforma todas as vidas em pura desgraça
Enjaulados em concreto e fumaça, onde só existir já é uma ameaça
Moradias são confins, o nascimento já és o próprio fim
Radiações por todas as partes e os fósseis queimados queimam dentro de mim
Tu dormindo na calçada em meio a quem não tem nada
Porque tua casa já está sem espaço, pois está lotada de bens
Mas tu ainda não se sentes bem e ninguém te quer bem
E só quando lhe convém tu paras e pensas na tua vida medíocre
Vês que está sozinho frente a todo este apocalipse
Integrando uma família de desconhecidos
Onde filhos, filhas, pai, mãe, nem se conhecem no próprio convívio
Encarcerados em cubículos escravos de tecnologias
Smartphone, PC, TV tomam-lhes todo o tempo do dia
Para à noite no sonho a ambição
E quando os servos despertarem darem seguimento à exploração.
Caminhando na servidão que todo vivente pagará.
Onde dentro do mar de petróleo por busca de riquezas o navio de tolos afundará.

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